sábado, 27 de julho de 2013

Contemplação e transformação



Vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14

Não sou uma pessoa graciosa – descoberta que fiz já adulta, quando participei de um curso no qual fazíamos exercícios com fundo musical. As primeiras duas aulas foram bastante fáceis, mas logo comecei a ficar notavelmente para trás do restante da turma. Comprei um CD de música e o levei para casa, a fim de praticar na frente de um espelho. Foi então que fiz a chocante descoberta de que, mesmo quando conseguia fazer os movimentos corretamente, eu parecia uma trapalhona completa. Por mais que praticasse na frente do espelho, nunca aprendia a fazer os exercícios de maneira graciosa.

Anos mais tarde, comprei um DVD de exercícios, mas mesmo então tive problema em fazer com que minhas mãos e meus pés fizessem, juntos, os movimentos complicados. Por fim, aprendi a não olhar para mim mesma, porém concentrar-me em observar a professora no vídeo. De modo surpreendente, enquanto observava a professora, a parte subconsciente do meu cérebro assumiu o controle e, em pouco tempo, consegui fazer os exercícios de maneira apropriada. Enquanto me concentrava totalmente na professora, eu acertava, mas se começasse a pensar naquilo que minhas mãos e meus pés estavam fazendo, voltava a ser a velha desengonçada de sempre.

A graça de Deus em nossa vida espiritual é bem parecida com isso. Podemos saber as coisas certas a fazer, e podemos até fazer as coisas certas; mas, se a graça de Deus não está presente em nossa vida, mesmo quando tentamos fazer as coisas certas, elas saem errado. Simplesmente conhecer a verdade não é suficiente. Quando a graça de Deus não vive em nós diariamente, mesmo quando estamos certas, podemos magoar as pessoas e afastá-las – não somente de nós, mas da religião e do evangelho.

A maneira de nos tornamos cristãs cheias de graça é concentrar-nos nAquele que é a graça – Jesus. Precisamos passar regularmente tempo nobre com Ele, contemplando-O, refletindo sobre Aquele que tomou tempo para entabular uma conversa transformadora de vida com uma mulher que tivera cinco maridos. Aquele que jantou com um desonesto coletor de impostos. Aquele que foi suficientemente humilde para lavar os pés de quem O trairia.

Quando nos concentramos em Jesus e não em nós mesmas, acontece uma coisa curiosa. Aos poucos, imperceptivelmente, começamos a mudar. Sua vontade torna-­se a nossa vontade; Seus pensamentos se tornam os nossos pensamentos; Seu jeito se torna o nosso. Passamos a ser cristãs repletas de graça, amorosas e amáveis.

Carla Baker


Foto: Meditação da Mulher

Contemplação e transformação
Sexta, 26 de julho
 

Vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14
 
Não sou uma pessoa graciosa – descoberta que fiz já adulta, quando participei de um curso no qual fazíamos exercícios com fundo musical. As primeiras duas aulas foram bastante fáceis, mas logo comecei a ficar notavelmente para trás do restante da turma. Comprei um CD de música e o levei para casa, a fim de praticar na frente de um espelho. Foi então que fiz a chocante descoberta de que, mesmo quando conseguia fazer os movimentos corretamente, eu parecia uma trapalhona completa. Por mais que praticasse na frente do espelho, nunca aprendia a fazer os exercícios de maneira graciosa.

Anos mais tarde, comprei um DVD de exercícios, mas mesmo então tive problema em fazer com que minhas mãos e meus pés fizessem, juntos, os movimentos complicados. Por fim, aprendi a não olhar para mim mesma, porém concentrar-me em observar a professora no vídeo. De modo surpreendente, enquanto observava a professora, a parte subconsciente do meu cérebro assumiu o controle e, em pouco tempo, consegui fazer os exercícios de maneira apropriada. Enquanto me concentrava totalmente na professora, eu acertava, mas se começasse a pensar naquilo que minhas mãos e meus pés estavam fazendo, voltava a ser a velha desengonçada de sempre.

A graça de Deus em nossa vida espiritual é bem parecida com isso. Podemos saber as coisas certas a fazer, e podemos até fazer as coisas certas; mas, se a graça de Deus não está presente em nossa vida, mesmo quando tentamos fazer as coisas certas, elas saem errado. Simplesmente conhecer a verdade não é suficiente. Quando a graça de Deus não vive em nós diariamente, mesmo quando estamos certas, podemos magoar as pessoas e afastá-las – não somente de nós, mas da religião e do evangelho.

A maneira de nos tornamos cristãs cheias de graça é concentrar-nos nAquele que é a graça – Jesus. Precisamos passar regularmente tempo nobre com Ele, contemplando-O, refletindo sobre Aquele que tomou tempo para entabular uma conversa transformadora de vida com uma mulher que tivera cinco maridos. Aquele que jantou com um desonesto coletor de impostos. Aquele que foi suficientemente humilde para lavar os pés de quem O trairia.

Quando nos concentramos em Jesus e não em nós mesmas, acontece uma coisa curiosa. Aos poucos, imperceptivelmente, começamos a mudar. Sua vontade torna-­se a nossa vontade; Seus pensamentos se tornam os nossos pensamentos; Seu jeito se torna o nosso. Passamos a ser cristãs repletas de graça, amorosas e amáveis.
 
Carla Baker

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