segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Meditação Matinal- AS PRIMEIRAS COISAS EM PRIMEIRO LUGAR


Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Lucas 12:20

Em janeiro de 1984, o senador Paul Tsongas, de Massachusetts, anunciou que estava deixando a política e não buscaria reeleição. Tsongas era um político em trajetória ascendente, favorito para a reeleição, e tinha sido mencionado como um candidato potencial para, no futuro, concorrer à presidência do país. Poucas semanas antes do anúncio, Tsongas descobrira que tinha uma forma de câncer linfático incurável.

A doença não o forçou a sair do Senado, mas o forçou a encarar a realidade da própria mortalidade. Ele não poderia fazer tudo o que talvez desejasse realizar. Então, o que realmente ele gostaria de fazer com o tempo que lhe restava? Concluiu que a coisa que ele mais desejava era estar com a família e ver os filhos crescerem. Isso, para ele, era mais importante do que participar na elaboração das leis da nação ou deixar seu nome em algum livro de história. Logo depois que sua decisão foi anunciada, um amigo lhe escreveu uma nota, congratulando Tsongas por definir corretamente suas prioridades. A nota dizia: "No leito de morte, ninguém jamais disse: 'Eu gostaria de ter gasto mais tempo nos meus negócios.'"

Definir o que é prioritário na vida é um dos maiores imperativos. Coisas consideradas importantes hoje podem sofrer mudança radical quando as circunstâncias são alteradas e passamos a ver o que não víamos antes. No texto de hoje, Jesus usa a palavra "louco" ou "tolo" para descrever o homem que não incluíra Deus em seus planos. Mas o termo grego aphron não tem o sentido corriqueiro de tolice. No Antigo Testamento, a palavra "tolo" é usada para descrever aquele que rejeita o conhecimento e os conselhos divinos. É tolo aquele que planeja a vida como se Deus não existisse ou como se ele mesmo fosse eterno. A parábola envolve 11 pronomes possessivos.
Curiosamente, Jesus faz o julgamento do ponto de vista do pragmatismo materialista. Ele não menciona o reino de Deus ou as coisas eternas. Ironicamente, Ele diz: "E o que tens preparado, para quem será?" Isso redobra a tolice desse homem. O que lhe custou perda eterna seria deixado nas mãos de um herdeiro negligente. Frequentemente na vida, aprendemos muito tarde a considerar aquilo que realmente é importante. Faça uma avaliação de suas prioridades hoje mesmo.



Foto: Meditação Matinal

QUAL É SUA MOTIVAÇÃO?
Segunda, 10 de fevereiro
 
 
Respondeu Satanás ao Senhor: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Jó 1:9

Os pais de Bill Borden, da aristocracia britânica, fizeram fortuna em negócios imobiliários em Chicago e na mineração de prata no Colorado. Em 1908, aos 21 anos, o jovem Borden já possuía uma fortuna, em termos atuais, equivalente a 40 milhões de dólares. Bem apessoado, inteligente, educado e popular, em 1912, aos 25 anos, o milionário tomou duas decisões que se tornaram notícia. Ele doou toda sua fortuna: a metade para a pregação do evangelho, nos Estados Unidos, e a outra metade para as missões além-mar. Em segundo lugar, ele decidiu servir como missionário entre os muçulmanos, primeiro no Egito, para aprender o árabe, e depois em uma remota região na China.

Para o público, os jornais da época e mesmo para muitos cristãos, tais decisões pareciam um desperdício incrível, especialmente quando ele morreu de meningite cerebroespinhal pouco depois de ter chegado ao Cairo. Aparentemente ele havia jogado fora o dinheiro, a carreira e a vida. Com que propósito? O que leva uma pessoa a voltar as costas a tudo que a maioria julga importante e viver em obediência ao que crê ser a vontade de Deus para sua vida? Qual é a recompensa desse tipo de investimento?

O livro de Jó relata a fascinante história da fidelidade de um homem. Quando Deus o apresenta como exemplo de integridade, Satanás responde de modo desafiador: "Porventura, Jó debalde teme a Deus?" A palavra aqui traduzida por "em vão", "debalde" ou "inutilmente" é chave para toda a história. O diabo insinua que todo serviço a Deus não é senão um negócio vantajoso. "Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra Ti na Tua face" (Jó 1:11). O ataque vai direto ao coração da questão: Por que as pessoas servem a Deus? Tal acusação é poderosa, desconcertante e muito atual. Por que servimos a Cristo? Cínicos argumentam que a dedicação a Deus é condicionada por aquilo que podemos receber.

Satanás feriu Jó numa sequência impiedosa: os bens, a família e, finalmente, ele próprio. O patriarca da dor e do sofrimento, sem que soubesse, torna-se um espetáculo para o Universo que observa em silêncio o desdobramento do drama. Jó revela a pureza de sua motivação, e o diabo não aparece mais no livro. Você e eu podemos desmentir as acusações do inimigo.


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